23 de novembro de 2015 às 00:00
Dejá-vu

O tempo vai levando para longe
Aqueles lindos dias que vivi
Seus olhos já se perdem no horizonte
Perdidos como os meus em dejá-vu

Resisto a sepultar sua lembrança
Memória moribunda em céu aberto
Você já no futuro mais incerto
E eu cultor de tolas esperanças

O tempo vai toldando lentamente
A réstia de presença, as pegadas
Os rastos que dos fatos vão ausentes

Indicam que ao presente resta o nada
Ao morto resta muito simplesmente
Perder-se de sentido ao fim da estrada
 

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