29 de novembro de 2015 às 00:00
Chora Friburgo

chora Friburgo chora
deixa soprar o frio
as coisas que eu sinto
nessa hora são a oração
de um coração vazio

o Cão Sentado na vigília
me lembra dona Lília de plantão
a vigiar as quase filhas
namorando enroscadas no portão
os homens são essa matilha
mister tocá-los a cacete
senão - babau! - nas Furnas do Catete
a noiva perde o véu da ilusão

na praça o rei João Sapão
me lembra o Caledônia pela majestade
poetas são a encarnação
das pedras como contas da eternidade
mendigos, pois, do amor perfeito
mister ouvi-los com atenção
senão depois a dor que dói no peito
parece que não tem explicação

Friburgo está chorando
uma chuvinha fina
os ossos tiritando
na sombrinha são a tentação
de um coração vadio

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