09 de dezembro de 2017 às 00:00
Pedacinhos do céu

(para Carol)

 

Teus olhos, pedacinhos do céu
São para mim as janelas do mundo
Bebo ali alegria a granel
Ali repouso meu coração vagabundo
Sou tão frágil agora que a tenho
E forte tanto só por tê-la
Que nada digo nem arrisco engenho
Onde a natureza fez-se plena e por inteira
Amá-la é, pois, a fortaleza
Aberta, nos seus flancos desarmada
É delicada a força da beleza
Tão certo como existe uma força fraca
Prensençausente que intriga
Confunde e ao coração atordoa
Só sei, filha, que amá-la – maravilha!
Tornou-me frágil como as coisas boas
Eu que sou um perdido
"Ri das cicatrizes quem não foi ferido" *
Eu que sou um danado
Zomba do amor quem nunca foi amado

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