22 de dezembro de 2017 às 00:00
Cega imaginação

Por que minha filha não chega?
Por que não volta pra casa?
Mais de três horas e não durmo
À sua espera
Insone na sala
Não atende ao telefone
Nem responde ao wapp
Onde andará a pequena?
Por que se acha tão grande?
Tantos temores na noite
Ela sempre descontraída
Relaxa, papi, relaxa...
Só quer saber de viver
E vive aonde agora?
Raios, cadê minha filha?
Pra onde foi você, pequena?
Nenhum sinal de vida
Só silêncio, ansiedade
Bruta dor ferida
Bruta flor da saudade
Que pai aguenta isso
Sem recorrer à loucura
Nas entranhas da tola poesia
Sem perder o juízo
Perdida sua finalidade
Onde está você agora
Indaga um coração sem sossego
Que tanta cerveja e madrugada
Que tanta pressa e ânsia
Senão presságios precoces
De sua precoce partida
Cadê minha filha que não chega
Cadê a razão que se me nega
Cadê minha dor desmedida
A imaginação que me cega
A rever no escuro a vida

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