27 de dezembro de 2017 às 00:00
O lobo e a armadilha
Juventude e beleza botam a mesa
Para o banquete dos meus olhos, vidrados
Contemplo-te, guria - lobo alucinado
Pelo perfume com que atrais tuas presas
Estes cabelos negros, encacheados
Fios crespos de uma ardilosa armadilha
Atraem-me para perigosa ilha
Onde desejo e razão vivem apartados
E meu coração - deveras complicado
Vê a ti como mulher e como filha
Sem nada concluir em sua fraqueza
Apenas bebe a ti em tua beleza
Mas, sem buscar teu veio com a forquilha
Nem curar-se do delírio ao seu lado
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