09 de janeiro de 2018 às 00:00
Calmaria

Tenho o mar em meu coração, agora
Nos olhos, a tempestade
Calcinados ao sal de lágrimas

Um espinho cravado ao peito
Para não esquecer, por um só segundo
Que vivo só, sem você

Tudo que tenho é ausência
Tudo que sou, lembrança
Um amor filial e puro
Sem esperanças

De súbito, o mar se agita e agiganta
Vem em ondas, à garganta
O peito regurgita
E a tempestade desaba sobre as faces

Depois, nunca vem a bonança
A calmaria é uma dor parada...

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