27 de janeiro de 2018 às 00:00
Neblina das horas

Hoje, sou deserto em meio à poeira
A poeira fina que turva os raios de sol
Com miúdas lembranças
Lembranças do bem-querer
E do arrependimento

As manhãs são capengas
As tardes mancam
E quando a noite vem
Há conforto na escuridão
Está invisível o que sinto
Até que a madrugada desponte
Torta e coxa
E eu siga manquitolando
Na neblina das horas, empoeiradas...

 

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