02 de fevereiro de 2018 às 00:00
Viver sem sentido

O amor que me deste
O amor que me ensinaste
O amor que facultaste conhecer em mim...
Tudo isso me faz o feliz devedor de uma gratidão eterna e impagável
Plena de satisfação e saudade
Que mistério insondável é a presença humana e seu significado
Que transbordante abundância há no impalpável do afeto
E que tanto nos nutre e alimenta

Sonhar contigo revigora a esperança de um reencontro possível
Em outra esfera, outra dimensão do ser
Enquanto aqui afundo no vazio de tua ausência
Ausência tão sentida

O silêncio em que mergulhou minha alma
Desde a tua partida
Faz-me ouvir-me com redobrada acuidade e cuidado
Mais atento e desperto, desde então
E não obstante o rio de lágrimas
O mar de tristezas
O charco de dor
Sorrio intimamente pelo que tive
A oportunidade que desfrutei
Ainda que para sempre perdida
Nesta vida, ao menos
Em que vou a viver sem sentido

Vivo sem sentido
Pelo amor vivido

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